Dizem que a vida são dois dias e o Carnaval três, ou qualquer coisa do género. Lembro-me de que em miúda o Carnaval passava a correr e nunca chegava para me vingar daqueles malandros que me encharcavam com balões de água. Ai o que eu me ria, quando a caminho de casa, passavam em frente à minha e eu os presenteava com um banho de mangueira... Mais tarde, passeava pela aldeia e por detrás de um muro qualquer surgia um balde cheio de àgua que aguardava a minha passagem... Era assim que brincávamos ao Carnaval, isto quando não faziamos tréguas, para guerrilhar com os miúdos da aldeia vizinha.
Hoje, para mim, nada mudou muito. Bom, já não vivo na aldeia, nem as roupinhas de fantasia me servem, mas continua a querer sentir a adrenalina de fugir ou atirar um balão de água e claro aproveito sempre pra me mascarar (agora têm a mania de usar a palavra fantasiar?!) de qualquer coisa.
Para este Carnaval sugiro o Santiago Alquimista, com a actuação dos Kumpania Algazarra.
Dia: 22 Fevereiro
Entrada: 5€
Tema: balcãs (vá se la perceber!)
sexta-feira, fevereiro 20
quarta-feira, fevereiro 11
Como as coisas são
Estou há um ano a trabalhar em Oeiras, mais propriamente no bairro social de Outurela-Portela.
Antes disso, viviam na minha cabeça, os estereótipos criados a partir do pouco conhecimento desses mesmos bairros, essencialemente, aprofundados nos meios de comunicação social. Espaços de tensão, violência, regados a lixo e pautados com gritos surdos e insistentes... Aqui não encontrei nada disso. Aqui encontrei uma população sedenta de felicidade e oportunidades para fazerem mais na vida. São diferentes de mim? Sim. E o que eu gosto disso!
Ontem descia a Portela em direcção ao meu atelier e espantei-me... Uma sra já velhota, origem cabo verdeana, estava ao vento em frente ao eco ponto, separando pacientemente o lixo que ia tirando do saco. Pena que alguns mais novos não saibam sequer distinguir a direita da esquerda. Aqui no "meu bairro" (mesmo que emprestado) o ambiente é limpo, o exterior e a maior parte do "interior"!
Antes disso, viviam na minha cabeça, os estereótipos criados a partir do pouco conhecimento desses mesmos bairros, essencialemente, aprofundados nos meios de comunicação social. Espaços de tensão, violência, regados a lixo e pautados com gritos surdos e insistentes... Aqui não encontrei nada disso. Aqui encontrei uma população sedenta de felicidade e oportunidades para fazerem mais na vida. São diferentes de mim? Sim. E o que eu gosto disso!
Ontem descia a Portela em direcção ao meu atelier e espantei-me... Uma sra já velhota, origem cabo verdeana, estava ao vento em frente ao eco ponto, separando pacientemente o lixo que ia tirando do saco. Pena que alguns mais novos não saibam sequer distinguir a direita da esquerda. Aqui no "meu bairro" (mesmo que emprestado) o ambiente é limpo, o exterior e a maior parte do "interior"!
quinta-feira, janeiro 29
28 de Janeiro, de muito anos!
1887 - inicio da construção da Torre Eiffel, símbolo de Paris, projetada por Gustave Eiffel, com a colocação da pedra fundamental. Inaugurada em 1889 como a máxima atração da Exposição Universal de Paris, a Torre era então a construção mais alta do mundo, com seus 300 metros de altura.
1935 - A Islândia se torna o primeiro país a legalizar o aborto por motivos médicos e sociais.
1943 - Segunda Guerra Mundial: a Alemanha recruta todos os homens de 16 a 65 anos.
1949 - Os membros da União Européia concordam em criar o Conselho da Europa.
1951 - Técnicos norte-americanos realizam uma explosão atômica experimental no deserto de Nevada.
1956 - Elvis Presley, o rei do rock and roll, aparece na televisão pela primeira vez no show Os Irmãos Dorsey. Elvis cantou a músicas Blue Suede Shoes e Heartbreak Hotel.
1979 - Ingressa na Real Academia Espanhola a escritora Carmen Conde, primeira mulher que faz parte desta Instituição.
1985 - Para arrecadar dinheiro na tentativa de amenizar a fome na África, 45 grandes nomes da música internacional uniram-se para gravar We are the world.
1986 - A espaçonave Challenger explodiu 73 segundos após ter sido lançada. O acidente matou seis astronautas e a professora Christa McAuliffe, primeira civil a participar de um programa espacial.
quinta-feira, janeiro 22
quinta-feira, dezembro 4
Estou Além
Não consigo dominar
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P’ra não chegar tarde
Não sei de que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão
Vou continuar a procurar a quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só
Quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P’ra outro lugar
Vou continuar a procurar o meu mundo, o meu lugar
Porque até aqui eu só
Estou bem
Aonde não estou
Porque eu só estou bem
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou
Porque eu só estou bem
Aonde não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou
Crescer com esta música, saber desde sempre que há quem goste de pessoas iguais a si mesmo, ter ideia de uma doença terrível, e principalmente, sentir-me sempre responsável pelas minhas escolhas e, ainda assim, insatisfeita.
Nasceu a 3 de Dezembro de um ano qualquer.
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P’ra não chegar tarde
Não sei de que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão
Vou continuar a procurar a quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só
Quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P’ra outro lugar
Vou continuar a procurar o meu mundo, o meu lugar
Porque até aqui eu só
Estou bem
Aonde não estou
Porque eu só estou bem
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou
Porque eu só estou bem
Aonde não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou
Crescer com esta música, saber desde sempre que há quem goste de pessoas iguais a si mesmo, ter ideia de uma doença terrível, e principalmente, sentir-me sempre responsável pelas minhas escolhas e, ainda assim, insatisfeita.
Nasceu a 3 de Dezembro de um ano qualquer.
segunda-feira, dezembro 1
Ele há coisas...
Nunca fui de reparar, ao ponto de gozar, nos ditos cromos, nerds, etc. Mas a verdade é que na minha cabeça vive uma imagem estereotipada destes senhores (imagens essas baseadas nos filmes de Domingo à tarde, que retratam os liceus americanos). Até aqui tudo bem, nada de especial, aliás já se devem tar a perguntar qual o meu nível de "cromocidade" (um dia falamos sobre isso), mas esta intro tem um porquê, que é tão tolo ou mais que ela própria.Andava eu nas ruas lisboetas, um pouco cabisbaixa, a fazer algo tão simples como deslocar-me de um ponto ao outro da cidade quando de repente... oink, oink, oink...viro-me para ver de onde vinha tal risinho (com esperança que alguém estivesse na bricandeira) quando voilá! Ali estava o meu estereotipado Nerd, com uma aparência bastante semelhante à que vos apresento, mas sem os óculos partidos, a rir daquela maneira, tal e qual como nos filmes!
E pronto a minha reacção foi ficar contente por ter tido a oportunidade de conhecer uma personagem que até então só existia na minha mente e nos repetidos filmes de fim-de-semana.
O Cromo salvou o dia!
segunda-feira, novembro 24
A bela da musiquinha
Raramente ando de metro. É um facto! E apesar da minha continua, mas ténue, claustrofobia, adoro usar a rede do metropolitano lisboeta quando não tenho pressa de chegar a lado nenhum.
Pois bem , foi isso que aconteceu há uns dias. Dei por mim, sentada no comboio, a repensar coisas já sabidas e constactadas anteriormente, como o facto de ninguem conseguir manter contacto visual por mais de uns meros segundos, ou da apatia durante a viagem e o acordar repentino de uma energia que estava em standby, quando o comboio pára e se chega aquela estação, que é a nossa. Enfim, no meio desses re-pensamentos, reparei em algo novo, 90% dos utilizadores do metro estavam com "fones" nos ouvidos. Incrivel, os portugueses, sejam eles novos ou menos novos arranjaram mais uma forma de se alienarem um pouco mais uns dos outros, enquanto "andam de metro". A verdade, é que é uma óptima maneira de nos conseguirmos abstrair dos medos, ansiedades e outras coisas mais, provocados por certos individuos ou comportamentos observados durante a curta viagem no comboio subterrâneo. Eu, também aderi à moda. Viva a bela da musiquinha!
PS: se és um utilizador assiduo desta rede, não me gozes! Eu sei que não descobri a polvora, mas a verdade é que cada um repara nas coisas a seu tempo. Vale?
Pois bem , foi isso que aconteceu há uns dias. Dei por mim, sentada no comboio, a repensar coisas já sabidas e constactadas anteriormente, como o facto de ninguem conseguir manter contacto visual por mais de uns meros segundos, ou da apatia durante a viagem e o acordar repentino de uma energia que estava em standby, quando o comboio pára e se chega aquela estação, que é a nossa. Enfim, no meio desses re-pensamentos, reparei em algo novo, 90% dos utilizadores do metro estavam com "fones" nos ouvidos. Incrivel, os portugueses, sejam eles novos ou menos novos arranjaram mais uma forma de se alienarem um pouco mais uns dos outros, enquanto "andam de metro". A verdade, é que é uma óptima maneira de nos conseguirmos abstrair dos medos, ansiedades e outras coisas mais, provocados por certos individuos ou comportamentos observados durante a curta viagem no comboio subterrâneo. Eu, também aderi à moda. Viva a bela da musiquinha!
PS: se és um utilizador assiduo desta rede, não me gozes! Eu sei que não descobri a polvora, mas a verdade é que cada um repara nas coisas a seu tempo. Vale?
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