quinta-feira, janeiro 29

28 de Janeiro, de muito anos!

1887 - inicio da construção da Torre Eiffel, símbolo de Paris, projetada por Gustave Eiffel, com a colocação da pedra fundamental. Inaugurada em 1889 como a máxima atração da Exposição Universal de Paris, a Torre era então a construção mais alta do mundo, com seus 300 metros de altura.
1935 - A Islândia se torna o primeiro país a legalizar o aborto por motivos médicos e sociais.
1943 - Segunda Guerra Mundial: a Alemanha recruta todos os homens de 16 a 65 anos.
1949 - Os membros da União Européia concordam em criar o Conselho da Europa.
1951 - Técnicos norte-americanos realizam uma explosão atômica experimental no deserto de Nevada.
1956 - Elvis Presley, o rei do rock and roll, aparece na televisão pela primeira vez no show Os Irmãos Dorsey. Elvis cantou a músicas Blue Suede Shoes e Heartbreak Hotel.
1979 - Ingressa na Real Academia Espanhola a escritora Carmen Conde, primeira mulher que faz parte desta Instituição.
1985 - Para arrecadar dinheiro na tentativa de amenizar a fome na África, 45 grandes nomes da música internacional uniram-se para gravar We are the world.
1986 - A espaçonave Challenger explodiu 73 segundos após ter sido lançada. O acidente matou seis astronautas e a professora Christa McAuliffe, primeira civil a participar de um programa espacial.

quinta-feira, janeiro 22

Chuva


Viva a chuva,
Que nos leva o frio
E rega as hortinhas!

quinta-feira, dezembro 4

Estou Além

Não consigo dominar
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P’ra não chegar tarde
Não sei de que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão

Vou continuar a procurar a quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só

Quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi

Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P’ra outro lugar

Vou continuar a procurar o meu mundo, o meu lugar
Porque até aqui eu só

Estou bem
Aonde não estou
Porque eu só estou bem
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou
Porque eu só estou bem
Aonde não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou


Crescer com esta música, saber desde sempre que há quem goste de pessoas iguais a si mesmo, ter ideia de uma doença terrível, e principalmente, sentir-me sempre responsável pelas minhas escolhas e, ainda assim, insatisfeita.
Nasceu a 3 de Dezembro de um ano qualquer.

segunda-feira, dezembro 1

Ele há coisas...

Nunca fui de reparar, ao ponto de gozar, nos ditos cromos, nerds, etc. Mas a verdade é que na minha cabeça vive uma imagem estereotipada destes senhores (imagens essas baseadas nos filmes de Domingo à tarde, que retratam os liceus americanos). Até aqui tudo bem, nada de especial, aliás já se devem tar a perguntar qual o meu nível de "cromocidade" (um dia falamos sobre isso), mas esta intro tem um porquê, que é tão tolo ou mais que ela própria.
Andava eu nas ruas lisboetas, um pouco cabisbaixa, a fazer algo tão simples como deslocar-me de um ponto ao outro da cidade quando de repente... oink, oink, oink...viro-me para ver de onde vinha tal risinho (com esperança que alguém estivesse na bricandeira) quando voilá! Ali estava o meu estereotipado Nerd, com uma aparência bastante semelhante à que vos apresento, mas sem os óculos partidos, a rir daquela maneira, tal e qual como nos filmes!
E pronto a minha reacção foi ficar contente por ter tido a oportunidade de conhecer uma personagem que até então só existia na minha mente e nos repetidos filmes de fim-de-semana.
O Cromo salvou o dia!

segunda-feira, novembro 24

A bela da musiquinha

Raramente ando de metro. É um facto! E apesar da minha continua, mas ténue, claustrofobia, adoro usar a rede do metropolitano lisboeta quando não tenho pressa de chegar a lado nenhum.
Pois bem , foi isso que aconteceu há uns dias. Dei por mim, sentada no comboio, a repensar coisas já sabidas e constactadas anteriormente, como o facto de ninguem conseguir manter contacto visual por mais de uns meros segundos, ou da apatia durante a viagem e o acordar repentino de uma energia que estava em standby, quando o comboio pára e se chega aquela estação, que é a nossa. Enfim, no meio desses re-pensamentos, reparei em algo novo, 90% dos utilizadores do metro estavam com "fones" nos ouvidos. Incrivel, os portugueses, sejam eles novos ou menos novos arranjaram mais uma forma de se alienarem um pouco mais uns dos outros, enquanto "andam de metro". A verdade, é que é uma óptima maneira de nos conseguirmos abstrair dos medos, ansiedades e outras coisas mais, provocados por certos individuos ou comportamentos observados durante a curta viagem no comboio subterrâneo. Eu, também aderi à moda. Viva a bela da musiquinha!

PS: se és um utilizador assiduo desta rede, não me gozes! Eu sei que não descobri a polvora, mas a verdade é que cada um repara nas coisas a seu tempo. Vale?

sexta-feira, novembro 14

ADEUS

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas: quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava, porque ao teu lado todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade, uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor, já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.


Eugénio de Andrade

domingo, novembro 9

xiu

Tento desesperadamente calar-me. Desejo profundamente que todas as células do meu corpo e do meu pensamento se calem. Eu preciso de silêncio.
Preciso de ouvir o nada, para depois escutar o meu fado... Como dizem os Deolinda "andamos todos uma casa ao nosso lado", eu sei que ando, por agora é o máximo que consigo aproximar-me. O silêncio faz falta aqui nesta morada que sou...preciso dormir!